sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Empatia

Semestre novo, vida nova!

Quando as aulas começam é sempre um tumulto. Novas turmas, novos níveis, novas carinhas. E a gente começa, a cada semestre, quase tudo do zero.
Este semestre eu tenho UMA turma que já dei antes e que conheço o conteúdo. As demais são novidade.
E mesmo assim, cada turma é um universo. É sempre uma combinação nova de idades, gostos, formações, desejos. E a gente vai descobrindo juntos como melhorar a convivência e facilitar o aprendizado.
Pode ser bem frustrante às vezes. E muito divertido também!

Tenho muitas turmas de pré adolescentes e adolescentes este semestre. E são turmas grandes. Tem muito potencial e pode ser um sucesso ou um fracasso. Adolescentes são caixinhas de surpresas, bem mais do que as crianças que costumam gostar de tudo o que fazemos. Vamos que vamos.

Ana Clara está ótima! Toda feliz com a professora nova e o retorno às aulas de balé! Daqui menos de um mês ela completa 5 anos. Às vezes olho pra ela e não sei como cresceu tanto. Vejo as fotos dela bebezinha, ou o vídeo da retrospectiva dela aí ao lado e me surpreendo. Ela é muito independente e "conversada" como se diz por aqui: quando ela quer ela corre atrás, resolve ou então, infelizmente, não para de torrar a paciência. Se deixar, ela vence pelo cansaço. Rolam uns castigos básicos toda vez que descumpre os combinados, mas me orgulho de ver como ela se comporta bem na casa dos outros e obedece as regras 99% das vezes.

O Lucas está dando muito trabalho com o sono. Eles são diferentes, claro, mas neste ponto ele é o extremo oposto da Ana.
Enquanto Ana começou a dormir a noite toda com 7 meses, ele só com 2 anos.
Enquanto a Ana pouco depois já dormia até umas 7 horas da manhã, ele continua acordando por volta das 5:30 da manhã.
Nós já tentamos de tudo: cortar a soneca do dia, deixar dormir o quanto quiser de dia, limitar a soneca do dia. Colocar pra dormir mais cedo, colocar pra dormir mais tarde.
Todas as combinações possíveis de todos estes fatores.
Nada resolve.
Cada dia é de um jeito e eu ainda não consegui entender como é que a banda toca. Infelizmente isto gera muito stress e cansaço por aqui. Mais pro Fernando porque o Lucas solicita demais o pai (e eu tenho uma teoria de que o Lucas acorda cedo mesmo com sono justamente para poder passar mais tempo com o pai.)
O ideal seria eu ir dormir bem mais cedo pra conseguir ter o mínimo de sono que preciso, mas tenho coisas pra resolver e também quero ficar um pouco com meu marido, né?

E daí vem o título do blog, que tem a ver com o lema da gentileza também.
Empatia é uma forma de gentileza.
Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro e tentar entendê-lo. Julgamentos a gente sempre faz, é inevitável: fomos criados de um jeito e temos a tendência de acreditar que o que fazemos é que é o certo. Nada de errado aí. O ruim é quando a gente não consegue ter empatia e tentar enxergar as coisas por uma outra perspectiva. E entender que o jeito do outro é bom pra ele e desde que não façamos mal pra ninguém, qual o problema?

Mas a vida ensina. Os filhos ensinam demais, pelo amor ou pela dor.

Quando eu só tinha a Ana, uma bebê que dormia bem a noite inteira desde os 7 meses, eu achava que crianças que não dormiam eram ou exagero dos pais ou alguma coisa que os pais estavam fazendo de errado.
Hoje eu acho que podem ser duas coisas: alguma coisa que os pais estejam fazendo de errado (eu ainda não consegui descobrir se nós estamos fazendo alguma coisa pra ajudar nesta péssima rotina de acordar cedo do Lucas) e a personalidade das crianças.
Algumas dão mais trabalho. Ponto. (e que Deus ajude que a fase passe logo...)

Mas o que me cansa, infinitamente, é a falta de empatia. É aquela pessoa que ao invés de te ajudar só joga na sua cara que você é que é uma incompetente. Que vc está fazendo tudo errado. Ou então que você é uma péssima mãe que não tem paciência com as fases normais do desenvolvimento da criança.

Muitas e muitas vezes eu cheguei a esboçar uma resposta pra alguma pergunta no face ou no Orkut (sim gente, o Orkut ainda existe e ainda há muita coisa boa por lá!) e acabei apagando. Algo do tipo: pra quê levantar polêmica? Esta resposta vai ajudar esta pessoa? Se não gente, vale a máxima: se não tem nada de bom pra dizer, fique de bico calado. Tão mais elegante, não é?

O pior são aqueles tópicos em que a mãe vai pedir ajuda porque, vamos supor, o filho dela ainda não fala direito aos 4 anos de idade. Obviamente esta mulher está preocupada, apreensiva, querendo que outras mães que estão passando ou passaram pela mesma situação que ela possam dar conselhos, um caminho à seguir ou simplesmente dar um consolo, um "eu te entendo". SEMPRE tem uma mãe sem noção que entra no tópico apenas para se gabar de como a cria dela já falava 1892276876 palavras com 1 ano e meio. Aí eu me pergunto: em QUE MESMO isto ajudou a pobre mãe? Em nada né.

Muitos vão argumentar que a internet é um espaço público - né? - e que ao fazer uma pergunta a pessoa tem que estar disposta a ouvir qualquer coisa.
Verdade. Mas não é mais elegante ajudar ao invés de criticar? Ou NO MÍNIMO, medir suas palavras? Na vida real, a gente normalmente se abstém de criticar porque sabe que é complicado. Mas na vida virtual muita gente se esconde atrás do avatar ou do anonimato pra falar o que vem na cabeça e ser cruel.

Empatia. O mundo anda precisando muito...

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Gentileza gera gentileza

Só pra dar mais força para a minha principal resolução de 2012, segue este vídeo que foi compartilhado hoje no facebook.

Sei que alguns destes atos de generosidade e gentileza parecem algo inatingível. Mas quem sabe se a gente começar e plantar uma sementinha pequena não consigamos colher, em alguns anos, um mundo melhor para nós e nosso filhos. Eu acredito nisso. De verdade.
Basta que a gente FAÇA ALGO e não somente FALE.

E "que as ações confirmem as palavras". Sempre.

Beijos.
Gentileza.
E boa sexta-feira 13 pra vocês! =)



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sábado, 31 de dezembro de 2011

"E aos 29 com o retorno de Saturno..."

Estou com esta música da Legião Urbana na cabeça. Se chama 29.
Meu horóscopo (sim, acreditem, eu adoro horóscopo! - guilty pleasure total - e como diria aquele velho ditado: "Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem!") diz que nos últimos anos o tal do planeta Saturno andou causando muita bagunça na minha vida.

Bom, coincidência ou não, os últimos dois anos não foram brincadeira: muda pra cá, muda pra lá. Novos empregos, escolas pras crianças, móveis, apartamentos.
Folheio a minha agenda deste ano e me surpreendo com a quantidade de coisas que aconteceram em tão pouco tempo. De verdade, não sei como dei conta. Mesmo. 
Mas eis que aqui estamos, sãos e salvos, no último dia de 2011.

E diz o horóscopo que 2012 será um ano para finalmente colher o que semeei.
Espero 2012 com a esperança quase infantil de que uma simples mudança no calendário possa renovar tudo: os ânimos, a paciência, a força, o amor.
Não tenho grandes resoluções: as de 2011 cumpri quase todas, menos a paciência que continua muito curta. Li muitos livros, meu alongamento melhorou muito mas ainda precisa de ajustes. 

Pra 2012 preciso de alguma atividade aeróbica. Detesto correr. Preciso de uma aula de dança ou, na falta disso, de uma caminhada (também não gosto...).
Vou continuar no Pilates. Não penso em fazer musculação não.
A lista de livros é quase interminável, mas um prazer sem tamanho.
Meu livro está quase lá. 
A gentileza continua na lista de resoluções, assim como a paciência.
Trabalhar bastante, economizar mais.
Pouca coisa.

E espero conseguir levar adiante este lema desta pequena oração que acho tão simples e tão bonita:


"Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos, e Sabedoria para distinguir umas das outras." (a autoria é uma briga... cada lugar na internet diz uma coisa diferente.)

Porque como já me disseram uma vez: 90% da nossa vida nós NÃO controlamos. Os outros 10% a gente ACHA que controla! ;-) 

Por último, recebi este texto por email e achei muito pertinente. Que possamos todos construir nossas casas sólidas e firmes, com portas e fechaduras, bonitas e em constante manutenção.

Obrigada pela companhia de vocês até aqui.
Um 2012 abençoado e feliz para todos nós!
Até o ano que vem! =) 

A CASA DE CADA UM
(texto de Walcyr Carrasco)

Nesta época, gosto de tratar da vida.
Dou a roupa que não uso mais.
Livros que não pretendo reler. Envio caixas para bibliotecas.
Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: "Leia e passe para frente!".

Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior.
Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas, o Lobo derrubou facilmente.
Mas a terceira resistiu porque era sólida. Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita.
Gosto desse especialmente.
Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida, depende de como é construída.
Muita gente se aproxima de mim e diz: Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade! Estremeço.
Freqüentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces.
As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se.
Na minha área profissional, isso é muito comum.

Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro.
Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece?
Há quem largue tudo por uma paixão. Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido.
A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar.
Deixa de brincadeira , ele respondeu.
Eu sei voar, sim! rebateu ela.
Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram.
Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!

Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material.
Quando venta, não têm paredes para se proteger.
Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas.
Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada).
Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Namora mulheres problemáticas.
Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais.
Outro dia lhe perguntei: Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?
Garante que no próximo ano será diferente. Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida.

São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem.
Quando chove, a casa delas se alaga.
Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã.

Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança.
Comentei:
Agora você pode comprar um apartamento para morar.
Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha.
Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!

Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí.
Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios?
Deixei alguma telha quebrada?
Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira?
Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?

É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável.
Sou envolvido por um sentimento muito especial.
Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa.
O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar!
E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida.


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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz...


...teremos coisas bonitas pra contar."



"Há 6 anos, numa sexta feira chuvosa, recebi três presentes. Infelizmente eles só 
puderam ficar um pouquinho. Minha vida nunca mais foi a mesma desde então.

Feliz aniversário, pequeninos. Gosto de pensar que vocês estão muito bem e que um dia nós vamos nos reencontrar. "Just not yet".

Grata pelas inúmeras bençãos em minha vida: o que não pôde ser me trouxe o que de tão maravilhoso hoje É.

Novos recomeços em vista: meu livro está pronto. Falta apenas uma revisão e uma editora para publicá-lo. Buscando.








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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Gentileza

(Preparados para um mega post pra compensar a ausência?)

Fernando está num evento da empresa, as crianças estão dormindo e eu estou aqui na frente do computador comendo uma fatia de chocotone - palavra que o corretor ortográfico desconhece e que deixa esta cobrinha vermelha irritante debaixo dela.
Chocotone me lembra a gravidez da Ana. Ela ameaçou nascer no dia de Natal e depois disso eu fique de repouso. Antes de dormir, o Fê sempre me trazia um chá quentinho e uma fatia generosa de chocotone. Chocotone me lembra gentileza.

Gentileza me lembra uma entrevista da Denise Fraga que ouvi há uns meses no rádio.Na entrevista ela comentava que a maioria de nós reserva o nosso pior lado para as pessoas que a gente gosta. Que é com eles que a gente acaba sendo grosso ou rude. Ou às vezes até sem consideração.

Isso me lembra ainda outra história, contada por uma amiga queridíssima: o pai dela estava internado. E ficar internado é péssimo. O pai desta amiga descarregava todas estas frustrações na esposa. Era ela quem aguentava o mau humor do marido. Minha amiga, revoltadíssima, foi perguntar à mãe porque ela se sujeitava àquilo. E a mãe respondeu, com aquela tranquilidade de mulher madura, casada há muitos anos: eu sou a única pessoa com quem ele se sente à vontade pra extravasar. Deixa ele! O pai desta amiga querida já faleceu, mas sei que esta lição minha amiga nunca vai esquecer. Eu não esqueci.

O que me traz de volta à entrevista da Denise Fraga que dizia que nestas horas a gente não devia ser tão espontâneo: que a gente devia parar pra pensar antes de falar e de agir ESPECIALMENTE com as pessoas que mais amamos. Porque a gente normalmente se segura pra não brigar com o chefe, com a moça da loja, com o atendente do banco ou do telemarketing, mas a gente nem sempre pensa duas vezes antes de descarregar na primeira pessoa querida que vemos pela frente.

Gentileza.

Tenho tentado ser mais gentil com as pessoas.
No trânsito.
Percebi que gentileza é um hábito.
Hoje eu consigo prestar atenção nos pedestres e dar preferência sempre que posso: na frente das escolas, nas faixas de pedestre, em dias de chuva. Hoje tento abrir espaço para os carros que precisam fazer uma conversão à frente. Claro que tem muita gente espertinha, folgada. Claro que tem dias que estou de mau humor e acabo agindo diferente. Mas confesso que sempre que nego passagem pra outro carro, acabo me sentindo mal depois: o que me custava? Quantos segundos eu ia perder com isso?

Gentileza. Acho que é meu lema daqui pra frente.
Especialmente ser mais gentil com meus filhos e meu marido. Acho que eles merecem demais o melhor de mim. E sei que nem sempre tenho feito isso.

Atualizando.

Queria começar dando notícias da pequena V.: ela passou pela primeira cirurgia. Não foi possível retirar todo o tumor, que era muito grande. Os médicos fizeram o melhor dadas as circunstâncias. Ela se recuperou bem da cirurgia e aparentemente não há sequelas. O resultado da biópsia indicou que é um tumor benigno. Eles vão esperar que ela se recupere para fazer nova cirurgia e retirar o que restou do tumor. Ela teve alta, está em casa se recuperando.

Meus pequenos estão bem.
Ana Clara cada dia mais linda, mais faladeira, mais esperta. Faz umas perguntas complicadas, estou só esperando chegar a hora de explicar de onde vem os bebês...
Esta semana tive que explicar que ela saiu da minha "perereca". Esta menina riu de se acabar! Foi muito engraçado. Ela começou a me perguntar se doía pra cortar a barriga, se doía pra costurar e eu expliquei pra ela que não sabia porque o médico não tinha cortado a minha barriga pra ela sair. Que ela tinha saído pela perereca! Ela riu e riu, depois me perguntou se doía. Eu disse que doía um pouco mas que o médico dava um remédio pra parar de doer (no meu caso, nada mais verdadeiro). E ficou por isso. Daqui a pouco vão rolar as perguntas cabulosas. E vamos que vamos.
No último sábado ela teve a primeira apresentação de balé. Num teatro, no palco, com platéia! Foi lindo! Ela, claro, errou um monte de coisas, o que só torna tudo mais bonitinho aos olhos de mãe! Não chorei, mas naquele minuto de apresentação, um filme passou pela minha cabeça. Tudo, absolutamente tudo vale à pena por estes momentos de emoção. E meus olhos estão marejados enquanto escrevo!



Lucas aprendeu a falar "Ana Cara". AMO! E adoro a organização diferente das frases: "Qué não mimi".
Tão bom quando aprendem a falar!
Ele ainda continua na fase das birras. Tem dias que só com muita paciência. Tem dias que NEM com muita paciência.
Ele ainda não está pronto para o desfralde. Às vezes avisa que fez cocô e às vezes pede para fazer xixi. Nem sempre faz. Nem penso em tentar tirar a fralda dele ainda. Com a mesma idade que ele está hoje, Ana Clara já não usava fralda nem durante o dia nem durante a noite. São universos distintos. Acho que o momento dele agora é o de desenvolver a fala. cada coisa à seu tempo.
Continua risonho, fricoteiro, sapeca. Na noite passada acordou às 4 da manhã e chamou o pai. Ele explicou que ainda estava de noite, e pôs o Lucas de volta na cama. Às 6:15 está o menino de pé outra vez: "Tá noite não, papai" foi a primeira frase que ele disse, apontando pra claridade vinda da janela da sala! Safado que só!



Eu estou bem.
Completei 33 anos mês passado. Esse era o número da pulseirinha do hospital quando eu nasci. Foi também o número do apartamento em que morei minha infância toda e boa parte da adolescência. Tomara que seja um ano ótimo!

Recentemente descobri um mundo mais feminino e descobri que sou feminista. Não sei se meu marido está muito confortável com os dois movimentos (kkkkkkkkk) mas é meio inevitável. Estou adorando!
Descobri o mundo das maquiagens e olha que me saí muito bem pra quem até pouco tempo não sabia nem que haviam pincéis diferentes pra cada coisa. Aliás, pincel bom é tudo na hora da maquiagem.
Fui eu mesma que fiz a maquiagem num baile no dia 19. Foi o assunto do  meu facebook  por um mês. Dizem que o melhor da festa é esperar por ela... Não sei se é o melhor, mas com certeza foi MUITO bom! E bom, a festa foi ótima e pra completar nós dormimos no hotel onde foi a festa e tomamos aquele café da manhã! Foi uma delícia! (tinha croissant! AMO croissant!)



Estou completamente adaptada à Cultura Inglesa e muito feliz. Tem bastante trabalho, bastante exigência, mas estou muito satisfeita. Tem bastante treinamento, que eu curto pra caramba. No semestre que vem vou emendar ais um, talvez mais dois. Tudo vai depender... Minhas turmas este semestre foram muito boas. Espero que seja uma parceria boa que dure muito tempo.

Estou super empolgada com as festas de final de ano. Aqui já montamos árvore, colocamos luzinhas na varanda, até os enfeites de porta. Eu gosto TANTO desta época.
Sei que muita gente acha tudo muito comercial (e se não cuidarmos fica mesmo), mas eu gosto de escolher presentes, gosto de presentear, gosto da ceia em família. Tive alguns Natais TÃO tristes que sinto verdadeiro prazer em ver minha casa adornada, em deixar este clima de esperança a harmonia transparecer. Se eu pudesse ia encher a casa de badulaques!
Só falta aquele cheiro de carne assando, as pessoas reunidas, as conversas em família.

Me sinto muito abençoada com a família que tenho.

Por último, andei sumida porque há momentos e há assuntos que são muito nossos. Não é tudo o que compartilhamos. Por isso as pessoas se queixam de uma suposta "gente feliz demais" no facebook.
Deve ter gente que finge ser muito feliz quando não é. Mas acho que a maioria só compartilha o que é bom, e eu acho isso ótimo considerando-se as atrocidades que lemos todos os dias na internet (não assisto mais jornal na TV - acho deprimente).

E assim foi que em 10 minutos escrevi este mega post. Inspiração é assim!

Beijos e ótima semana pra vocês!

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Me desculpem...

pelo tom da mensagem, mas é que neste momento eu estou muito triste.

Há cinco anos, pouco depois de perder a Tropinha, eu me tornei membro de um grupo de emails para mulheres que haviam perdido seus filhos.
Este grupo existe até hoje, tive a felicidade de encontrar pessoalmente algumas das outras meninas. Hoje todas nós somos mães, por tratamento, gravidez natural ou adoção.

Pouco depois de entrar para o grupo, eu conheci no Orkut uma outra mãe. Ela tinha acabado de perder gêmeos e eu a convidei para participar do grupo também.
Nos falamos desde então.

Hoje esta minha amiga tem uma filha, a V., que tem a idade da Ana Clara: 4 anos e meio.

Hoje, HOJE, ela recebeu a notícia de que a V. tem um tumor grande na coluna, que vai precisar de cirurgia e quimioterapia, e que corre o risco de ficar paraplégica.

Estou, de verdade, sem chão.
Tantos sentimentos me invadem, que vão desde a raiva, o medo, a impotência até a perplexidade.
E a eterna pergunta, aquela que eu tento sempre calar dentro de mim, volta com toda força: POR QUÊ?
Alguns de vocês acreditam que Deus tem um plano. Eu não sei mais em que eu acredito.
Eu fiz as pazes com Deus à duras penas, mas de verdade nunca mais tentei entender como as coisas funcionam, porque neste momento não tem explicação que me convença porque esta menina precisa passar por isso, porque esta família precisa passar por isso.

A gente vive a vida achando que é imune às grandes tragédias, certos de que estas coisas não acontecem com a gente. Aí, quando elas acontecem, a gente leva anos pra conseguir ter um mínimo de segurança de novo, pra acreditar que a gente já teve nossa cota de sofrimento, que uma pessoa só pode passar por tantas provações na vida.

E aí, quando a gente se sente bem seguro, a vida puxa o tapete de novo.

De verdade? Estou com raiva. Muita raiva de tudo. E apavorada de ver a vida me esfregando na cara, novamente, tão perto do aniversário das crianças, que nada é certo nesta vida. De que em questão de horas tudo pode mudar. 

Desculpem pela tristeza, pela raiva, e pelo desabafo.
E para aqueles de vocês que acreditam, eu peço a gentileza de incluírem a pequena V. e sua família em suas orações.

Eu estou aqui, desabafando, pra encontrar um pouco de força para ajudar esta família que conheço apenas virtualmente, mas cujo sofrimento machuca também o meu coração...

=(

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Então...


Estou correndo de novo.
Semana passada foi semana de conselho de classe, muitas notas pra lançar e correria pra terminar tudo a tempo. Deu tudo certo.

Lucas se recuperou direitinho do tombo. Ainda restam algumas casquinhas no nariz, mas já está todo serelepe dando trabalho por aí. O anjo da guarda já recebeu aumento e muitos agradecimentos.

Ana Clara está numa fase de me dar MUITO trabalho.
Eu juro que eu tento entender o ciúme e a necessidade dela de chamar a atenção, mas a coisa é beeeeeeem complicada. E diariamente na mesma rotina de brigas e afins,  os meus cabelos brancos se multiplicam vertiginosamente.
Vamos aos fatos:

- Nos mudamos diversas vezes neste último ano.
- Ela trocou de escola duas vezes, e nesta ainda trocou de período. Pra piorar as coisas, não rolou empatia com a professora nova, de nenhuma das partes. Acho que a professora nova não soube lidar com as dificuldades e o gênio da Ana Clara (não sei à quem ela puxou, lá lá lá...) e a relação se perdeu. Ana já fez vários comentários que me fazem pensar que existe uma distinção no tratamento das crianças. E recentemente chegou o relatório trimestral da Ana feito pela atual professora... Levei os dois relatórios (da professora da manhã do início do ano e da atual) para a minha psicóloga ver, sem fazer comentários. Ela me perguntou se os relatórios eram sobre duas Anas diferentes... Enfim, o ano está acabando. Fico triste que a Ana não tenha se enturmado com a professora, mas ao mesmo tempo é uma realidade inevitável da vida: não gostamos de todo mundo que encontramos e nem todo mundo gosta da gente. Resta saber administrar da melhor maneira possível.

- Lucas está maiorzinho e chamando mais atenção, especialmente agora que, finalmente, desembestou a falar. Fala de tudo, repete feito papagaio, pergunta, responde, reclama. Que benção é entender o que ele quer! 

Eles brigam demais, é uma coisa muito chata. É péssimo ter que ficar intermediando brigas porque a gente nunca sabe com certeza o que aconteceu e sempre fica com medo de proteger um em detrimento do outro. Ultimamente tenho punido os dois: se brigam ficam os dois sem o que quer que seja. Talvez não seja  maneira mais eficaz, mas é a que melhor alivia minha consciência.

A verdade verdadeira é que eu não tenho a menor ideia de como me portar e nem se o que eu estou fazendo é mesmo certo. Frequentemente me pergunto se não estou traumatizando os meninos de algum jeito, mas seguro a onda e tento manter a mesma linha do que ACHO que é correto. Não recebi nem o manual de mãe e muito menos os manuais deles...

O que sei sobre as crianças na idade deles é que tudo o que eles querem é ter seus desejos realizados. Isso inclui as necessidades básicas e as supérfluas. Somos interessantes na medida em que satisfazemos às suas necessidades. Então, qualquer coisa fora disso vira chatice. Leia-se: tomar banho, arrumar as coisas, trocar de roupa, escovar os dentes... ou seja: tudo o que PRECISA ser feito e que eu tenho que repetir um milhão de vezes pra fazer. Educar cansa e é um trabalho inglório. Sinto que tudo o que eu faço o dia inteiro é mandar fazer isso ou aquilo. É um trabalho duro e que precisa ser feito, e é minha responsabilidade como mãe fazer com que eles entendam que tem sua parcela de responsabilidade adequada à idade (e aqui eu preciso me vigiar porque tenho uma tendência de enxergá-los como adultos e não como as crianças que são) mas que não vão poder escapar delas. 

E que há coisas que são negociáveis e coisas que são ordens. Pra algumas coisas essa casa é uma ditadura mesmo. Não quero ser amiguinha dos meus filhos no sentido de que a hierarquia se perca. Alguém tem que mandar e este alguém somos nós, pais e mães. Pelo menos é assim que eu acho que a coisa tem que funcionar. 

Mas perguntem se funciona? Muitas vezes eu tenho vontade de sentar no chão e chorar de cansaço e frustração.

Agora Fernando e eu resolvemos adotar um vocabulário que eles usam muito na escola: a elegância.
Elegante é quem diz por favor, obrigado. Elegante é quem respeita o outro. Elegante é quem sabe se portar. Estamos tentando elogiar muito os comportamentos "elegantes" para que eles entenda que é assim que tem que ser. 

Cansa. Mas se alguém tiver uma fórmula mágica eu sou toda ouvidos.

Lucas agora está na fase de bater. Qualquer coisa que o contrarie ele resolve no tapa. E aí dá-lhe colocar no quarto pra pensar e explicar 156278927765 de vezes que NÃO pode bater em ninguém.

Ah, e se alguém estiver curioso, nem sempre eu e Fernando concordamos com o que fazer. Vira e mexe temos que acertar a sintonia sobre como lidar com os meninos. Viemos de casas diferentes e embora nossos valores sejam os mesmos, a maneira de fazer as coisas no dia a dia nem sempre é igual. Eu acho que de maneira geral é isso bom pras crianças, mas de vez em quando precisamos alinhar pra não deixá-los confusos.

Felizmente nem tudo são agruras, né?

Ana acho que teve um estirão de crescimento recentemente. Agora está medindo 1,01 e pesando 17,7kg. Está enorme!
Continua apaixonada pelas princesas da Disney (a mais nova favorita é a Cinderela) e recentemente ela descobriu a Rapunzel (do filme Enrolados da Disney) e agora assistimos umas 5 vezes ao dia o meeeeeesmo filme! =)
Faz desenhos lindos e elaborados, colore bem dentro do que é esperado da idade dela, já tem boas noções de matemática. Sempre fico orgulhosa quando faço os deveres com ela!

Lucas já começou a aprender os nomes das cores, está naquela fase de querer fazer tudo sozinho, o que pode ser muito bom ou muito ruim dependendo da pressa que você estiver no dia. Começou a fazer um pouquinho de xixi no vaso e às vezes pede para ir, mas nem sempre faz. É o início do desfralde, mas acho que ainda vai um BOM tempo. A mamadeira ainda não tirei por pura conveniência minha, daqui um tempinho mexo com isso.

Lucas também se desenvolveu muito nestes meses na nova turma. Acho que ele se adaptou melhor ao horário da turma e se acostumou definitivamente ao ambiente da escola nova

Recentemente levei os dois ao dentista e estão ambos muito bem! Esta semana reparei que finalmente os molares do Lucas estão começando à nascer: estão nascendo os dois de baixo. Ele anda maio chatinho e com as fezes soltas, e por mais que os pediatras digam que uma coisa não tem nada à ver coma  outra, minha observação de mãe me diz o contrário.

E assim seguimos. 




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